2 anos depois, conseguimos definir o que é o iPhone?

2009/02/19 — 2 Comentários
iPhone 3G

iPhone 3G

Este artigo foi inspirado por uma breve “discussão” amigável no Twitter, apesar de admitir que é realmente estranho eu nunca ter relatado minhas opiniões sobre o iPhone anteriormente (principalmente considerando o fato de que sou um Apple Fanboy assumido).

Depois de 2 anos após o anúncio da primeira versão do iPhone pela Apple na MacWorld 2007, não há como negar que o aparelho tornou-se importante influência no universo da telefonia móvel mesmo não apresentando nada tecnicamente inovador, excetuando-se talvez a tela multitoque. Mesmo assim, tornou-se um dos aparelhos mais desejados em todo o mundo e um importante contribuinte para a difusão do acesso móvel à Internet.

Mas o que é o iPhone? Alguns o consideram um smartphone, outros, um “feature phone”. Há quem diga que é apenas um media phone ou um iPod capaz de fazer ligações. E o que diz a Apple? Bom, para a Apple é apenas o iPhone, nem mais nem menos… O que levanta essa discussão são as grandes contradições apresentadas pelo aparelho. Se por um lado ele traz fantásticos recursos multimídia, por outro ele peca com a ausência de recursos básicos, disponíveis na maior parte dos seus concorrentes.

Boa parte das limitações do iPhone não estão nem em seu hardware, nem em seu software. Conceitualmente, ambos são poderosos e bastante flexíveis. Entretanto, o modelo de negócios imposto pela Apple aos desenvolvedores é o principal responsável pela maior parte das críticas e é o que me faz considerar que existem dois modelos de iPhones disponíveis: o oficial, respeitando todos os limites impostos pela Apple, e o “livre”, aquele aberto para instalação de software desenvolvido pela comunidade alternativa através de um processo conhecido por jailbreaking. As diferenças entre esses dois “modelos” é enorme. Ao desbloquear o iPhone para a instalação de software alternativo, praticamente todas as limitações desaparecem e ele mostra o seu verdadeiro potencial.

Mas quais são as limitações que fazem com que muitos não o considerem um verdadeiro smartphone? A maior parte é bem conhecida por todos e comento as dez mais relevantes a seguir:

1. Copy&Paste

Sem dúvida uma das falhas mais conhecidas, a falta de um método para copiar e colar texto limita consideravelmente o uso do iPhone como editor de documentos. Não podemos sequer copiar um link de um website e colá-lo em um email, por exemplo, ou copiar um endereço enviado por SMS para colá-lo em uma nova entrada no catálogo de endereços. É realmente frustrante e a Apple não possui nenhuma justificativa oficial para esta ausência. O que os analistas dizem é que, provavelmente a Apple ainda não chegou a uma solução realmente prática em termos de usabilidade. Se isso for verdade, certamente a função será incluída em uma futura atualização de software, mas, por enquanto, simplesmente não há o que fazer em um iPhone “normal” a não ser se conformar, em pleno século XXI, em digitar manualmente tudo o que queremos copiar.

2. MMS

Outra limitação difícil de entender. Como um celular multimídia, criado para viver conectado, não suporta torpedos com imagens, áudio e vídeo? Essa limitação até tem uma explicação razoável: nesta época de Internet ubíqua, ninguém mais precisaria dos sistemas de MMS, já que todo o conteúdo que poderia ser enviado em uma mensagem multimídia pode tranquilamente (sem trema, como dita o bom novo português) ser enviado por email. Pessoalmente, concordo plenamente, prefiro mandar um email com conteúdo multimídia que pode ser recebido por qualquer pessoa com acesso à sua caixa postal do que um torpedo MMS, método limitado e totalmente dependente da operadora tanto na hora do envio quanto no recebimento. Mesmo assim, o serviço existe e deveria ser uma opção em um celular como o iPhone.

3. SMS limitado

Quando o assunto é torpedo, não é apenas com o MMS que o iPhone peca. Seu suporte a SMS também fica aquém ao da concorrência. Não é possível, por exemplo, repassar torpedos recebidos para outros contatos, o que, com a falta de suporte ao copy&paste dificulta bastante a vida de quem depende do SMS em seu dia-a-dia. Também não há um contador de caracteres para informar quando passamos do limite e nossa mensagem será quebrada em duas ou mais. Também especula-se que essas limitações serão resolvidas com uma futura atualização, mas até lá…

4. Videochamada

Essa não é apenas uma limitação, mas uma grande perda de oportunidade pela Apple. Imaginem uma versão do iChat rodando no iPhone, permitindo a realização de videochamadas não apenas para outros celulares em redes 3G, mas para computadores conectados. Seria um recurso difícil de ignorar, tanto que especula-se que a Apple pode realmente fazer isso em uma próxima revisão do iPhone. Mas, no momento, isso é completamente impossível pelo simples fato de não existir uma câmera secundária na frente do aparelho. Portanto, videochamadas estão fora de questão. Não tem desculpa…

5. Gravação de Vídeo

Falando em vídeochamadas, faço a ponte direto para essa outra limitação sem sentido. O iPhone não grava vídeo. Câmera para isso ele tem, sem falar na capacidade tanto em termos de processamento, quanto em termos de memória. O player embutido no aparelho não só reproduz, como sincroniza vídeos sem problemas com o iTunes, portanto, por que não permitir a gravação? Essa ninguém sabe nem como começar a explicar…

6. Discagem por voz

Nem pensar. Talvez a Apple acredite que com uma tela multitoque os usuários não precisam de um sistema de reconhecimento de voz já que qualquer contato está a um toque de distância, mas os usuários não pensam assim e a grande maioria sente falta desse recurso, eu inclusive.

7. Bluetooth

Não há suporte a A2DP, ou seja, não há como usar fones de ouvido estéreo em um iPhone. Considerando que ele é um excelente reprodutor de áudio, limitar a audição de música a fones convencionais é frustrante. Além disso, o iPhone também não pode fazer transferência de arquivos via Bluetooth, toda a troca de arquivos é feita via cabo USB, através do iTunes. Não há nada mais século XX do que isso…

8. Java

Um celular GSM incapaz de rodar aplicativos Java não é algo muito comum. Mas o iPhone não roda, o que não é difícil de entender graças ao modelo de comercialização de aplicativos imposto pela Apple que obriga os desenvolvedores a submeter seus programas a uma análise rígida antes que eles possam ser distribuídos via App Store. Existem muitas regras que devem ser seguidas, principalmente no quesito segurança, já que a Apple tenta garantir que nenhum aplicativo prejudique o uso do aparelho. Por outro lado, esse é um dos motivos pelos quais o iPhone não suporta aplicações Java. Se suportasse, qualquer desenvolvedor poderia distribuir seus programas de forma completamente independente da Apple. Se por um lado os usuários ganham em segurança e desempenho (aplições Java geralmente são mais lentas), por outro perdem em flexibilidade.

9. Flash

Essa eu considero uma crítica curiosa. Não porque seria muito interessante se o iPhone rodasse aplicativos desenvolvidos em Flash, mas porque praticamente nenhum outro smartphone o faz. Assim, acho injusto quando reclamam que o iPhone não pode abrir um site em Flash. Mais válido é criticar a falta de suporte ao Flash Lite, mas mesmo assim, não são muitas plataformas que o suportam, além de que praticamente nenhum website é desenvolvido com essa tecnologia. Hoje, o Flash Lite é mais usado como alternativa ao Java para o desenvolvimento de aplicativos que podem ser instalados no celular, o que cai novamente no problema de que qualquer um poderia desenvolver e distribuir programas sem passar pela App Store.

Por outro lado, o suporte a uma versão completa do Flash é algo complexo. Alguns desenvolvedores, junto com a Adobe, estão trabalhando para portar o Flash 10 para celulares, mas por enquanto não há nada muito concreto, apenas algumas poucas informações sobre o Palm Pré e sobre futuras versões do Android, do S60 e do Windows Mobile previstas para 2010. Atualmente, o navegador Skyfire (disponível para Windows Mobile e Symbian) é capaz de abrir sites feitos em Flash, mas o desempenho é sofrível, o que torna o uso prático impossível, algo que o próprio Jobs comentou na época do lançamento da primeira versão do iPhone. Especula-se que a Adobe e a Apple estão trabalhando juntas no desenvolvimento de uma versão do Flash 10 para o iPhone, mas por enquanto, isso não passa de uma série de rumores.

10. Multitasking e Push Services

Essa é uma crítica mais complexa. Não é que o iPhone não suporte esses recursos, o fato é que os desenvolvedores não têm acesso a eles no momento de desenvolver seus aplicativos. O reprodutor de música e o gerenciador de ligações são dois exemplos de aplicativos que realizam multitasking com bastante eficiência. Podemos realizar outras tarefas sem problemas enquanto ouvimos nossas músicas, da mesma forma que podemos gerenciar compromissos, consultar endereços, fazer anotações e até navegar pela web durante uma ligação. Da mesma forma, o programa de email e o aplicativo de acesso à App Store não precisam estar abertos para notificar os usuários da chegada de mensagens ou da disponibilidade de uma determinada atualização. Por outro lado, nada disso é possível nos aplicativos de terceiros. Ao usar um programa de mensagens instantâneas, não é possível deixá-lo em segundo plano para realizar outras tarefas, por exemplo, da mesma forma que não é possível permanecer conectado ao fechar o aplicativo e continuar recebendo notificações cada vez que alguém nos escreve. A Apple prometeu acabar com algumas dessas limitações em versões futuras do iPhone OS, mas os desenvolvedores ainda estão aguardando.

Observando essas limitações, realmente somos levados a pensar duas vezes antes de chamar o iPhone de smartphone. Afinal, praticamente todos os fabricantes concorrentes sanaram mais da metade desses problemas há anos. Para piorar, no seu primeiro ano de vida, o iPhone ainda apresentava uma falha muito séria: a ausência de um método oficial para instalar novos aplicativos. Os usuários deviam se contentar com as poucas opções pré-instaladas ou, no máximo, acessar aplicações web simplificadas a partir do Safari.

Entretanto, dois produtos específicos foram apresentados para mudar radicalmente esse cenário, causando uma espécie de renascimento do iPhone: O kit de desenvolvimento de software (iPhone SDK), que permite a qualquer desenvolvedor criar seus aplicativos, e a App Store, que os permite distribuí-los de forma oficial. O primeiro, apresentado seis meses após o lançamento do iPhone original, pavimentou o caminho para o segundo, apresentado com a atualização para a versão 2.0 do iPhone OS, lançada junto com o iPhone 3G em julho de 2008. A partir daquele momento, o iPhone deixava de ser um simples iPod com tela multitoque e navegador web para se tornar uma plataforma potencialmente poderosa para diversas aplicações. Hoje, ele compensa muitas de suas falhas oferecendo aos seus usuários diversas opções para realizar as mais variadas tarefas longe de seus computadores. Apenas para ilustrar algumas possibilidades, cito alguns aplicativos que fazem sucesso na App Store:

A interface multitoque inspirou o desenvolvimento de vários aplicativos de controle remoto de computadores, como o Air Mouse, que transforma o iPhone em um trackpad poderoso que aproveita o acelerômetro de forma criativa; o iTunes Remote e o Keynote Remote, para controlar os dois conhecidos aplicativos da Apple; Mocha VNC e Jaadu VNC como exemplos de programas de acesso remoto ao desktop de qualquer máquina rodando um servidor VNC; TouchTerm como exemplo de terminal SSH para controle remoto de máquinas via linha de comando.

A tela multitoque também tornou possível a criação de interessantes programas musicais, como o Band, que oferece cinco instrumentos musicais virtuais, o Noise.io Pro, um sintetizador de nível semi-profissional (no novo português, o hífen só sai quando antecede vocábulos que começam com vogal, R ou S) e o Ocarina, o primeiro instrumento virtual de sopro para um dispositivo móvel que também permite o compartilhamento em tempo real das músicas executadas.

A câmera, apesar de sua baixa resolução para os padrões de hoje, também é bem aproveitada por diversos aplicativos. Além dos tradicionais leitores de códigos bidimensionais, como o Barcode (para reconhecer códigos QR ou Datamatrix) e o Microsoft TagReader (para códigos no novo padrão da MS, o Microsoft Tag), a App Store oferece programas para reconhecimento visual de livros e CDs (SnapTell) e para o reconhecimento de fontes (WhatTheFont), por exemplo.

Com uma tela de tamanho razoável, nada mais natural que o surgimento de leitores de e-books, como o eReader e o Stanza, que tornam o iPhone um concorrente de peso para o Amazon Kindle, oferecendo a possibilidade de download de livros gratuitos e comerciais a partir de conhecidas lojas online.

Uma crítica ao iPhone original, a falta de um programa de comunicação instantânea, hoje é sanada por vários aplicativos, como o BeejjiveIM, IM+, MobileChat e Parlingo, compatíveis com diversas redes, incluindo AOL, ICQ, MSN e Google Talk, além de programas que permitem o uso de sistemas VoIP, como o Fring e o Nimbuzz, para citar dois bons exemplos compatíveis com a rede do Skype.

Outra falha do iPhone, a falta de discagem por voz, é contornada com programas como o Cactus Voice Dialer ou Melodis Dialer.

Para desenvolvedores web, além dos programas de controle remoto, há boas opções para gerenciamento remoto e edição de páginas em HTML, CSS e PHP, como o Mides, uma solução integrada completa (um verdadeiro IDE portátil) e o FTPOnTheGo, programa de FTP com editor de textos embutido.

Contornando a limitação do bluetooth, que impede a troca de arquivos e dados entre iPhones, foram desenvolvidos aplicativos que usam a rede Wi-Fi, como o Discover, para troca de arquivos, e o HandShake, para troca de contatos.

Também é grande o número de programas para acesso a serviços online tradicionalmente acessados via navegador. Dentre os exemplos mais conhecidos estão o FaceBook e MySpace, excelentes aplicativos oficiais de acesso às duas das redes mais conhecidas, além de uma série de programas para Twitter, Delicious e Digg, entre outros. Aqui no Brasil, bancos como Bradesco e Itaú também oferecem seus aplicativos exclusivos para iPhone, com recursos adicionais aos encontrados nas versões móveis de seus sites.

Podemos adicionar ainda a infinidade de programas de localização e interação social via GPS (como AroundMe, EarthScape, iMapMyRide, Google Earth, GPS Tracker, RunKeeper, WhosHere e dezenas de outros) e de jogos que usam todos os recursos do iPhone (acelaração 3D, acelerômetro e a tela multitoque) de forma bastante criativa.

Ainda assim, essa é apenas a ponta do imenso iceberg que é a App Store, com os seus milhares de aplicativos que já foram baixados mais de 500 milhões de vezes, fazendo dela a loja de software online de maior sucesso da história.

Assim, se por um lado o iPhone tem sérios problemas que provocam críticas relevantes nos quatro cantos do planeta, por outro ele está contribuindo de forma considerável na reinvenção do telefone celular, influenciando praticamente todos os outros fabricantes. Entretanto, talvez o maior concorrente do iPhone seja ele mesmo, em sua versão jailbroken.

Ao liberar um iPhone para a instalação de software desenvolvido de forma completamente independente da Apple e sua App Store, grande parte dos problemas que cito no início deste artigo desaparecem. Retomando alguns dos tópicos, apresento as soluções disponíveis via Cydia (uma espécie de App Store não oficial) para quem tiver a coragem de liberar seu iPhone das amarras da Apple (o que, deixo claro, é um procedimento que invalida a garantia – se der errado, pode inutilizar o aparelho – portanto, não darei aqui o caminho das pedras a ninguém):

Copy&Paste

A primeira solução realmente eficiente para sanar esse problema foi uma extensão chamada Clippy, que, de forma original, altera o teclado virtual secundário (para símbolos e números) incluindo botões para cópia, recorte e cola, além de acesso a um clipboard capaz de armazenar vários itens copiados para a memória. A solução é extremamente funcional, e vem melhorando com o tempo, a cada nova versão. A seleção de texto, no entanto, é dificultada pela forma convencional de clicar e arrastar para marcar determinado trecho. Esse método, que funciona muito bem em um computador operado por mouse, não é tão eficiente em um equipamento operado diretamente com os dedos.

Uma segunda solução, na minha opinião mais eficiente em termos de usabilidade, é a instalação do hClipboard. Ao contrário do Clippy, o hClipboard não altera o teclado original do iPhone, ele é um teclado adicional que pode ser ativado e desativado livremente na tela de gerenciamento de teclados internacionais. Seu método de seleção é muito mais preciso e a manipulação de itens armazenados no clipboard é direta, não dependendo de uma tela adicional o que a torna mais eficiente. É uma solução bastante elegante.

MMS

A melhor alternativa para envio de MMS em um iPhone jailbroken é a instalação do SwirlyMMS. Fácil de usar, permite o envio e recebimento de mensagens multimídia de uma forma que deveria ser oficialmente suportada pela Apple.

SMS limitado

Aqui, existem várias opções, mas a melhor, na minha opinião é um aplicativo chamado iRealSMS. O usuário tem a opção de usá-lo eventualmente ou integrá-lo profundamente ao sistema, praticamente substituindo o programa de SMS original. Com ele, torna-se possível repassar mensagens, criar modelos de mensagens, editar o texto com um teclado horizontal e permite a organização das mensagens em pastas. É tudo que o programa de SMS original deveria ser.

Gravação de Vídeo

Dois aplicativos resolvem esse problema, o Cycorder e o iPhone Video Recorder. Pessoalmente prefiro o primeiro pela velocidade de codificação do vídeo capturado e por possuir uma versão gratuita, suportada por pequenos anúncios. Ambos podem ser extendidos com plugins adicionais para compartilhamento de vídeos em sites como YouTube.

Java

Algumas máquinas virtuais Java estão disponíveis para o iPhone, apesar de que programas em Java são praticamente desnecessários graças à ampla oferta de aplicativos tanto dentro quanto fora da App Store.

Multitasking

Com a instalação da extensão Backgrounder, praticamente qualquer aplicativo pode ser configurado para continuar rodando em background, mesmo depois de fechado. Ótimo para aplicativos de mensagens instantâneas.

Além dessas soluções diversas outros programas ampliam muito o escopo do que pode ser feito com um iPhone, como gerenciadores de arquivos que permitem o acesso irrestrito à estrutura de arquivos (MobileFinder), access point Wi-Fi portátil (iPhone Modem e PdaNet), GPS ponto a ponto (xGPS), entre muitos outros.

É claro que o iPhone não é para todos, e essa é a beleza da concorrência. Quem depende de seu smartphone principalmente para emails poderá ser melhor servido por um BlackBerry. Quem depende de recursos de edição de documentos de texto, planilhas e apresentações, tem à disposição ferramentas poderosas para Palm OS, Windows Mobile e Symbian (como o Documents to Go e o QuickOffice). Mas o fato é que, depois do iPhone, nenhuma dessas plataformas será a mesma e nem a nossa forma de lidar com os celulares. É só olharmos para os lançamentos à nossa volta para comprovar isso: BlackBerry Storm, Windows Mobile 6.5, Palm Pré, a quinta edição da plataforma S60… Todos estão de olho no mercado inaugurado pelo iPhone, o de dispositivos poderosos que permitem a manipulação direta das nossas informações.

Há espaço para todos e torço para que concorrência traga produtos cada vez mais inovadores e funcionais. Dizem que nosso futuro é móvel, mas eu afirmo: o futuro já chegou!

Quanto ao o que é o iPhone, bom, talvez ele simplesmente não se encaixe em nenhuma categoria convencional. Com tantas novidades chegando ao mercado pelas mãos de todos os fabricantes, é hora de definirmos uma nova classe de equipamentos. Fica aqui o desafio!

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2 Respostas para 2 anos depois, conseguimos definir o que é o iPhone?

  1. 

    Bem, eu tenho smartphones de todas as plataformas, e estou sempre testando novos dispositivos à exaustão. Como uso duas linhas de celular, tenho 2 smartphones de uso pessoal e, basicamente um “complementa” o outro – Windows Mobile e iPhone 3G. Windows Mobile porque uso desde 2004 e é um sistema bem maduro em termos de software. E porque gosto muito da HTC. O iPhone, pelo navegador e pelo 3G, que juntos são imbatíveis, e por eu ser usuária de Mac. Não dá para negar que, para quem usa Mac, a experiência com iPhone em conjunto é mais prazerosa.

    Você esclareceu muito bem no texto algo sobre as “limitações” do iPhone. Com exceção do copy & paste (realmente, um grande mistério), as demais são pura e simplesmente posições mais mercadológicas que técnicas. Quem conhece a Apple sabe que a empresa é pródiga nisso, para o bem ou para o mal. Volta e meia, tio Istive “surta” e faz coisas tipo ignorar drives óticos, preconizando o fim desse tipo de mídia. Todo mundo chia, mas o que se vê logo em seguida é todo mundo fazendo a mesma coisa…

Trackbacks e Pingbacks:

  1. iPhone OS 3.0: O que vem por aí? « Indistinguível da Magia - março 18, 2009

    […] ser feito com os aplicativos adicionais disponíveis para os iPhones jailbroken (leia mais em meu artigo anterior sobre o iPhone) mas mesmo assim, é bom ver a Apple melhorando cada vez mais o que já era uma excelente […]

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